APOLOGÉTICA CRISTÃ: O QUE É?

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21/08/2018

 

 

 

Apologética Cristã pode ser definida simplesmente como a defesa da fé cristã (Jd 3). Todavia, a simplicidade desta definição mascara a complexidade do problema a respeito de uma definição mais ampla do vocábulo apologética. Diversas foram as abordagens adotadas para definir o significado, o escopo e o propósito da apologética.

 

O vocábulo "apologética" deriva da palavra grega apologia, que originalmente era usada como uma palavra de defesa. Na antiga Atenas, ela se referia a uma defesa feita no tribunal, como parte dos procedimentos judiciais normais. Depois da acusação, o réu tinha permissão de refutar as acusações com uma defesa (apologia). O exemplo clássico de uma apologia foi a defesa de Sócrates contra a acusação de pregar deuses estranhos, uma defesa narrada pelo seu mais famoso aluno, Platão, em um diálogo famoso chamado A Apologia.

 

A palavra apologia aparece 17 vezes, como substantivo ou verbo, nas páginas do Novo Testamento, e pode ser traduzida como "defesa" ou "justificativa" em todos os casos. A ideia de apresentar uma defesa equilibrada da fé é evidente em Fp 1.7,18; e especialmente I Pe 3.15, mas nenhuma teoria específica da apologética é descrita no Novo Testamento.

 

No século II, esta palavra genérica para "defesa" começou a assumir um significado mais limitado, para se referir a um grupo de autores que defendem as crenças e práticas do Cristianismo, contra vários ataques. Estes homens se tornaram conhecidos como apologistas cristãos por causa dos títulos de alguns de seus tratados, mas, aparentemente, foi só depois de 1794 que a apologética foi usada para designar uma disciplina teológica específica, passando a ser conhecida como “Apologética Cristã”.

 

Tornou-se costumeiro usar a palavra apologia para se referir a um esforço ou uma obra específica em defesa da fé. Uma apologia pode ser um documento escrito, uma palavra ou discurso, ou até mesmo um filme. Os apologistas cristãos desenvolvem as suas defesas da fé cristã em relação a questões científicas, históricas, filosóficas, éticas, religiosas, teológicas ou culturais.

 

Podemos distinguir quatro funções para a apologética, ainda que nem todos concordem que ela envolva estas quatro funções. Apesar dessas opiniões, todas as quatro funções foram igualmente importantes na apologética, e cada uma delas foi defendida por grandes apologistas cristãos ao longo da história da Igreja.

 

A primeira função é a “justificativa ou prova, e envolve a organização de argumentos filosóficos, bem como evidências científicas e históricas em favor da fé cristã. O objetivo dessa função é desenvolver um caso positivo a favor do Cristianismo, como um sistema de crenças que deve ser aceito. Filosoficamente, isso significa extrair as implicações lógicas da visão de mundo cristão, de modo que possam ser vistas claramente e contrastadas com visões alternativas de mundo.

 

A segunda função é a defesa. Essa função é mais próxima ao uso que o Novo Testamento e o início do Cristianismo fazem da palavra apologia, defendendo o Cristianismo contra a abundância de ataques desferidos contra ele em cada geração pelos críticos de variados sistemas de fé. Essa função envolve o esclarecimento da posição cristã, devido a mal-entendidos e más interpretações; a resposta a objeções, críticas ou perguntas de não cristãos; e, de modo geral, o esclarecimento de quaisquer dificuldades intelectuais que os não cristãos declarem impedir para que eles venham à fé.

 

A terceira função é a refutação de crenças opostas. Essa função trata de responder aos não cristãos apresentam para respaldar as suas próprias crenças. Muitos apologistas concordam que essa refutação não resiste por si só, uma vez que provar que uma religião ou filosofia não cristã é falsa não equivale a provar que o Cristianismo seja verdadeiro. Ainda assim, essa é uma função essencial da apologética cristã.

 

A quarta função é a persuasão. Com isso, não queremos meramente convencer as pessoas de que o Cristianismo é verdadeiro, mas persuadi-las a aplicar essa verdade às suas vidas. Essa função trata de trazer os não cristãos ao ponto do engajamento. A intenção do apologista cristão não é meramente vencer uma discussão intelectual, mas persuadir as pessoas a cofiarem a sua vida e o seu futuro eterno ao Filho de Deus, que morreu por elas. (K.D.B.).

 


Por Ricardo Rodrigues em 21/08/2018

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